sábado, 31 de janeiro de 2009
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Segurança financeira
Os seres humanos precisam respirar, mas as empresas precisam ganhar dinheiro.
Alice Ambree
Não há nada de errado em ganhar dinheiro. Até mesmo as empresas podem ganhar dinheiro. Infelizmente esse vício é tão alarmante na nossa sociedade que perdemos a noção sobre ele. Tornamo-nos viciadas em como ganhar dinheiro. O dinheiro em si tornou-se irrelevante. O processo de acumular cada vez mais é que nos aprisiona. Não importa quanto tenhamos, nunca será o bastante. O mesmo processo ocorre com as empresas. Mais nunca é o bastante. Criamos uma verdadeira obsessão por ganhar dinheiro. Juntamos, gastamos e acumulamos mais. Esquecemos que o dinheiro não é real mas simbólico. É uma moeda corrente, uma forma de troca. O dinheiro se tornou tão real para nós que é até mesmo mais real que a nossa saúde, os nossos relacionamentos ou a nossa vida. O vício no dinheiro e o vício no trabalho andam de mãos dadas.
A segurança financeira é um conceito estático e ilusório que se expande de forma exponencial à medida que atingimos um objectivo estático antigo.
Alice Ambree
Não há nada de errado em ganhar dinheiro. Até mesmo as empresas podem ganhar dinheiro. Infelizmente esse vício é tão alarmante na nossa sociedade que perdemos a noção sobre ele. Tornamo-nos viciadas em como ganhar dinheiro. O dinheiro em si tornou-se irrelevante. O processo de acumular cada vez mais é que nos aprisiona. Não importa quanto tenhamos, nunca será o bastante. O mesmo processo ocorre com as empresas. Mais nunca é o bastante. Criamos uma verdadeira obsessão por ganhar dinheiro. Juntamos, gastamos e acumulamos mais. Esquecemos que o dinheiro não é real mas simbólico. É uma moeda corrente, uma forma de troca. O dinheiro se tornou tão real para nós que é até mesmo mais real que a nossa saúde, os nossos relacionamentos ou a nossa vida. O vício no dinheiro e o vício no trabalho andam de mãos dadas.
A segurança financeira é um conceito estático e ilusório que se expande de forma exponencial à medida que atingimos um objectivo estático antigo.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Quebrando
tabus
A maleta vermelha - Sedução no feminino
http://jn.sapo.pt/Reportagens/Interior.aspx?content_id=1069648
Mesa erótica - Restauração quente
http://jn.sapo.pt/Reportagens/Interior.aspx?content_id=1036289
http://www.thelingerierestaurant.com/1/
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Renúncia
Quando me vejo no meio de uma discussão, costumo parar e perguntar a mim mesma que diferença isso fará na evolução da raça humana nos próximos dez milhões de anos e essa pergunta ajuda-me sempre a recuperar a perspectiva.
Anne Wilson Schaef
"As pequenas coisas são muito importantes", especialmente quando lhes dedicamos toda a atenção, reflectimos sobre elas, nos preocupamos com elas e não as deixamos escapar. Às vezes, por conta da nossa perturbação, acabamos remoendo pensamentos sem parar, acreditando que certamente encontraremos solução para um problema se dedicarmos a ele tempo suficiente e o analisarmos sob todos os angulos.
Quando nos comportamos assim, é sinal de que estamos num processo vicioso e que acabaremos morrendo de tanto pensar. Descobri que sempre que me surpreendo nesse processo vicioso é porque perdi a perspectiva. De repente me transformo no centro do universo e os meus problemas são os únicos existentes em todo o cosmos.
É sempre bom recuar um pouco e perceber que, qualquer problema que eu esteja enfrentado, provavelmente não tem proporções cósmicas. Essa perspectiva me ajuda a ver que não tenho poder algum sobre esses pensamentos doentios e que eles enlouquecem a minha vida. Nesse estágio, trato de lembrar que um poder superior a mim pode restituir-me o equilíbrio mental e que posso entregar o meu problema nas mãos desse poder superior.
Uma das coisas qiue perdemos ao longo de um processo vicioso é a perspectiva.
Anne Wilson Schaef
"As pequenas coisas são muito importantes", especialmente quando lhes dedicamos toda a atenção, reflectimos sobre elas, nos preocupamos com elas e não as deixamos escapar. Às vezes, por conta da nossa perturbação, acabamos remoendo pensamentos sem parar, acreditando que certamente encontraremos solução para um problema se dedicarmos a ele tempo suficiente e o analisarmos sob todos os angulos.
Quando nos comportamos assim, é sinal de que estamos num processo vicioso e que acabaremos morrendo de tanto pensar. Descobri que sempre que me surpreendo nesse processo vicioso é porque perdi a perspectiva. De repente me transformo no centro do universo e os meus problemas são os únicos existentes em todo o cosmos.
É sempre bom recuar um pouco e perceber que, qualquer problema que eu esteja enfrentado, provavelmente não tem proporções cósmicas. Essa perspectiva me ajuda a ver que não tenho poder algum sobre esses pensamentos doentios e que eles enlouquecem a minha vida. Nesse estágio, trato de lembrar que um poder superior a mim pode restituir-me o equilíbrio mental e que posso entregar o meu problema nas mãos desse poder superior.
Uma das coisas qiue perdemos ao longo de um processo vicioso é a perspectiva.
sábado, 24 de janeiro de 2009
Intimidade
...uma pequena percepção que seja do nosso estado interior já implica uma conexão com o sublime.
Shelley
A intimidade, assim como a caridade, começa em casa. Se não conseguimos conectar-nos com o nosso íntimo, não temos ninguém mais que possa criar por nós um laço de intimidade com os demais.
Esse contacto com o nosso íntimo leva tempo. Precisamos de tempo para descansar, para fazer longas caminhadas, para ficar em silêncio e para entrar em sintonia conosco. Não há como preencher a nossa vida de actividades externas e nos tornarmos íntimas de nós mesmas. Tão pouco podemos sentar-nos calmamente para todo o sempre até atingir essa intimidade interior. Precisamos de tempo e disposição para viver a nossa vida e para criar a nossa vida de forma a estabelecer uma relação de intimidade conosco.
Surpreendentemente, quando nos tornamos íntimas de nós mesmas, descobrimos a nossa ligação com as outras pessoas e com o sublime. E isso não é possível sem intimidade interior.
Intimidade...olhar para dentro de si. Não custa tentar.
Shelley
A intimidade, assim como a caridade, começa em casa. Se não conseguimos conectar-nos com o nosso íntimo, não temos ninguém mais que possa criar por nós um laço de intimidade com os demais.
Esse contacto com o nosso íntimo leva tempo. Precisamos de tempo para descansar, para fazer longas caminhadas, para ficar em silêncio e para entrar em sintonia conosco. Não há como preencher a nossa vida de actividades externas e nos tornarmos íntimas de nós mesmas. Tão pouco podemos sentar-nos calmamente para todo o sempre até atingir essa intimidade interior. Precisamos de tempo e disposição para viver a nossa vida e para criar a nossa vida de forma a estabelecer uma relação de intimidade conosco.
Surpreendentemente, quando nos tornamos íntimas de nós mesmas, descobrimos a nossa ligação com as outras pessoas e com o sublime. E isso não é possível sem intimidade interior.
Intimidade...olhar para dentro de si. Não custa tentar.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Sinceridade
Quando uma mulher diz a verdade, cria a possibilidade de a verdade se espalhar ao redor.
Adrienne Rich
A sinceridade é contagiosa, tanto quanto a mentira. O mundo precisa de mais sinceridade.
Muitas de nós sentem orgulho em ser sinceras. Sempre tentamos ser sinceras e acreditamos ser assim de verdade. É assustador quando nos dizem que somos "sinceras demais" ou que não conseguimos progredir se insistirmos em ser tão "insensivelmente sinceras". Aos poucos, fomos aprendendo a fazer cincessões. Aprendemos a dizer aquilo que esperam ouvir de nós e a não ofender ninguém. Perdemos a noção de que não estamos sendo sinceras quando continuamos a agir assim e concordamos em fazer algo que não achamos certo. Chegamos ao ponto de não esperar sinceramente de nós nem das pessoas ao nosso redor. E até nos surpreendemos quando nos deparamos com a sinceridade.
Se quizermos ajudar-nos, precisamos primeiro de ser sinceras conosco e com as outras pessoas. Criar a possibilidade de espalhar a verdade está nas nossas mãos.
Adrienne Rich
A sinceridade é contagiosa, tanto quanto a mentira. O mundo precisa de mais sinceridade.
Muitas de nós sentem orgulho em ser sinceras. Sempre tentamos ser sinceras e acreditamos ser assim de verdade. É assustador quando nos dizem que somos "sinceras demais" ou que não conseguimos progredir se insistirmos em ser tão "insensivelmente sinceras". Aos poucos, fomos aprendendo a fazer cincessões. Aprendemos a dizer aquilo que esperam ouvir de nós e a não ofender ninguém. Perdemos a noção de que não estamos sendo sinceras quando continuamos a agir assim e concordamos em fazer algo que não achamos certo. Chegamos ao ponto de não esperar sinceramente de nós nem das pessoas ao nosso redor. E até nos surpreendemos quando nos deparamos com a sinceridade.
Se quizermos ajudar-nos, precisamos primeiro de ser sinceras conosco e com as outras pessoas. Criar a possibilidade de espalhar a verdade está nas nossas mãos.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Obstáculos
Nos mais altos escalões do mundo corporativo, a beleza pode ajudar...mas apenas se você for homem. Se for mulher, ser atraente pode ser uma desvantagem.
Diane Crenshaw
Às vezes é difícil aceitar que os obstáculos que se apresentam na nossa vida tenham algum significado especial e que tenhamos algo a aprender com eles. Alguns dos obstáculos nos parecem tão injustos...e são! Ainda existem critérios diferenciados para o homem e para a mulher no mundo dos negócios ( e em outras áreas! ). Aquilo que serve para um homem nem sempre serve para uma mulher, numa mesma situação. E isso não é justo...é verdade...nós nos ressentimos...e devíamos mesmo! Enquanto tentamos reverter essa situação, é importante perceber o que precisamos aprender com esses obstáculos injustos e seguir adiante. Podemos não gostar deles mas está nas nossas mãos o que escolher fazer com eles.
Os obstáculos geralmente não são ataques pessoais; eles nos tornam mais fortes.
Diane Crenshaw
Às vezes é difícil aceitar que os obstáculos que se apresentam na nossa vida tenham algum significado especial e que tenhamos algo a aprender com eles. Alguns dos obstáculos nos parecem tão injustos...e são! Ainda existem critérios diferenciados para o homem e para a mulher no mundo dos negócios ( e em outras áreas! ). Aquilo que serve para um homem nem sempre serve para uma mulher, numa mesma situação. E isso não é justo...é verdade...nós nos ressentimos...e devíamos mesmo! Enquanto tentamos reverter essa situação, é importante perceber o que precisamos aprender com esses obstáculos injustos e seguir adiante. Podemos não gostar deles mas está nas nossas mãos o que escolher fazer com eles.
Os obstáculos geralmente não são ataques pessoais; eles nos tornam mais fortes.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Medo, mentira, negação e controle. Passos 1,2 e 3
A mentirosa aterroriza-se com o vazio e tenta preenchê-lo de qualquer jeito. As suas mentiras são a negação do seu medo: uma forma de manter o controle.
Adrienne Rich
O nosso medo é a primeira pedra de uma fileira de dominós. A negação do nosso medo faz-nos mentir e enganar, além de nos transformar numa pessoa que nem sequer respeitamos, na tentativa de manter a ilusão do controle. Mentimos porque temos medo e temos medo porque mentimos. É um círculo vicioso que nos paralisa em torno dessas sensações devastadoras.
É um alívio aceitar os nossos medos! É um alívio admitir que não temos controle sobre os nossos medos e que eles estão tornando a nossa vida ingovernável! Admitir isso é como abrir uma porta para perceber que, se nos voltarmos para o nosso interior, para esse poder superior a nós mesmas, encontraremos de novo o equilíbrio.
Todas nós sentimos medo às vezes, isso é humano. Mas, quando a nossa vida é governada pelo medo, isso é um vício.
Adrienne Rich
O nosso medo é a primeira pedra de uma fileira de dominós. A negação do nosso medo faz-nos mentir e enganar, além de nos transformar numa pessoa que nem sequer respeitamos, na tentativa de manter a ilusão do controle. Mentimos porque temos medo e temos medo porque mentimos. É um círculo vicioso que nos paralisa em torno dessas sensações devastadoras.
É um alívio aceitar os nossos medos! É um alívio admitir que não temos controle sobre os nossos medos e que eles estão tornando a nossa vida ingovernável! Admitir isso é como abrir uma porta para perceber que, se nos voltarmos para o nosso interior, para esse poder superior a nós mesmas, encontraremos de novo o equilíbrio.
Todas nós sentimos medo às vezes, isso é humano. Mas, quando a nossa vida é governada pelo medo, isso é um vício.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Controle
Ela era do tipo "e se...", por isso nunca viveu de verdade.
Anne Wilson Schaef
Nós, viciadas, somos pessoas do tipo "se...". Usamos "se" na tentativa de controlar o nosso passado, o nosso presente e o nosso futuro.
Se fôssemos mais assertivas, teríamos conseguido aquela promoção. Se fôssemos mais inteligentes, teríamos feito melhor aquele serviço.
Também aplicamos a muleta "se" ao nosso presente. Agimos como se soubessemos o que estamos fazendo. Agimos como se estivéssemos calmas e relaxadas. Afinal, desenvolvemos algumas habilidades!
Mas esse "se" é o que realmente nos mantém paralisadas e alimenta a ilusão de que temos o controle da situação. Tentamos imaginar todo e qualquer imprevisto e preparamo-nos para ele antes mesmo de acontecer. Se eu conseguir me prevenir por todos os lados, nunca serei apanhada desprevenida. Esse comportamento faz com que eu nunca esteja presente na minha vida.
Quando me livrar desse "se", poderei então começar a viver.
Anne Wilson Schaef
Nós, viciadas, somos pessoas do tipo "se...". Usamos "se" na tentativa de controlar o nosso passado, o nosso presente e o nosso futuro.
Se fôssemos mais assertivas, teríamos conseguido aquela promoção. Se fôssemos mais inteligentes, teríamos feito melhor aquele serviço.
Também aplicamos a muleta "se" ao nosso presente. Agimos como se soubessemos o que estamos fazendo. Agimos como se estivéssemos calmas e relaxadas. Afinal, desenvolvemos algumas habilidades!
Mas esse "se" é o que realmente nos mantém paralisadas e alimenta a ilusão de que temos o controle da situação. Tentamos imaginar todo e qualquer imprevisto e preparamo-nos para ele antes mesmo de acontecer. Se eu conseguir me prevenir por todos os lados, nunca serei apanhada desprevenida. Esse comportamento faz com que eu nunca esteja presente na minha vida.
Quando me livrar desse "se", poderei então começar a viver.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Controle
Pessoas que tentam controlar-se a si mesmas sempre querem (ainda que subtilmente) controlar os demais. Elas sempre acham que sabem tudo e são implacáveis e inflexíveis que não se abrem a ideias novas e melhores que as delas.
Brenda Ueland
Nós, viciadas no trabalho, somos pessoas de difícil convívio. É difícil trabalhar conosco e é difícil trabalhar para nós. A essência do nosso perfil é o controle. Normalmente, não distinguimos a diferença entre fazer um trabalho e fazê-lo bem feito. Acreditamos que apenas se pudermos controlar tudo conseguiremos fazer o nosso trabalho e fazê-lo bem. Essa ilusão de controle está matando-nos. Ficamos exaustas e esgotadas.
Infelizmente o controle tem o seu preço. Quando tentamos fazer render essa ilusão de controle, destruímo-nos a nós mesmas e aos outros. Quando tentamos manter esse controle ilusório, decobrimos que o nosso campo de visão se torna cada vez mais estreito ( assim como os nossos vasos sanguíneos! ) e não conseguimos mais nos abrir a ideias novas e melhores. Na verdade, já não estamos abertas a nenhuma ideia.
Quando faço com alguém ou comigo algo movido pelo meu comportamento controlador, todos saímos perdendo.
-
Brenda Ueland
Nós, viciadas no trabalho, somos pessoas de difícil convívio. É difícil trabalhar conosco e é difícil trabalhar para nós. A essência do nosso perfil é o controle. Normalmente, não distinguimos a diferença entre fazer um trabalho e fazê-lo bem feito. Acreditamos que apenas se pudermos controlar tudo conseguiremos fazer o nosso trabalho e fazê-lo bem. Essa ilusão de controle está matando-nos. Ficamos exaustas e esgotadas.
Infelizmente o controle tem o seu preço. Quando tentamos fazer render essa ilusão de controle, destruímo-nos a nós mesmas e aos outros. Quando tentamos manter esse controle ilusório, decobrimos que o nosso campo de visão se torna cada vez mais estreito ( assim como os nossos vasos sanguíneos! ) e não conseguimos mais nos abrir a ideias novas e melhores. Na verdade, já não estamos abertas a nenhuma ideia.
Quando faço com alguém ou comigo algo movido pelo meu comportamento controlador, todos saímos perdendo.
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domingo, 18 de janeiro de 2009
Viver o momento
Ame o instante e a energia desse instante se estenderá para além de todos os limites.
Corita Kent
Nós, mulheres que trabalhamos demais, temos muita dificuldade de amar cada instante. Estamos sempre escrevendo lembretes e tentando antecipar tarefas que ainda nem surgiram, quando deveríamos nos ocupar com aquilo que estamos de facto fazendo. Desse jeito, raramente dedicamos total atenção a alguma coisa. Por conta dessa subtil distração e falta de atenção, perdemos muito.
Quando realmente tomamos consciência do momento presente, o simples facto de estarmos presentes ilumina todas as frestas de nossa vida e começamos a retirar o pó e as teias de aranha de nossos cantos mais escondidos.
Estar presente é um presente e tanto...para mim e para os outros.
Corita Kent
Nós, mulheres que trabalhamos demais, temos muita dificuldade de amar cada instante. Estamos sempre escrevendo lembretes e tentando antecipar tarefas que ainda nem surgiram, quando deveríamos nos ocupar com aquilo que estamos de facto fazendo. Desse jeito, raramente dedicamos total atenção a alguma coisa. Por conta dessa subtil distração e falta de atenção, perdemos muito.
Quando realmente tomamos consciência do momento presente, o simples facto de estarmos presentes ilumina todas as frestas de nossa vida e começamos a retirar o pó e as teias de aranha de nossos cantos mais escondidos.
Estar presente é um presente e tanto...para mim e para os outros.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Pensar
Para ter êxito, você precisa pensar (...). Você precisa saber o que está fazendo e esse é o poder verdadeiro.
Ayn Rand
Algumas pessoas precisam de um empurrão para pensar, ao passo que outras não param de pensar nem por um instante! Como sociedade, tornamo-nos tão desiguais na forma racional, lógica e linear de pensar que muitas de nós se confundem quanto ao simples acto de pensar. Temos maneiras contrárias de pensar sobre como pensar.
Fomos levadas a acreditar que devemos ser mulheres frias, calculistas, lógicas e racionais ou, então, que devemos jogar todos os pensamentos pela janela e carregar o fardo de todos os sentimentos e intuições da nossa sociedade. Qualquer uma dessas opções resulta numa desigualdade sem fim que nos torna incompletas.
Não há nada de errado em pensar mas na nossa maneira de pensar. Na maioria das vezes, quando lidamos com a parte lógica e racional da mente, não permitimos que ela seja influenciada pelo nosso ser nem pelos outros nossos processos de pensamento tais como a intuição, a atenção e a consciência. A sinergia entre todos esses nossos aspectos mentais dá início ao verdadeiro acto de pensar.
A minha mente é um dom maravilhoso. Usála na totalidade apenas amplia a sua importância.
Ayn Rand
Algumas pessoas precisam de um empurrão para pensar, ao passo que outras não param de pensar nem por um instante! Como sociedade, tornamo-nos tão desiguais na forma racional, lógica e linear de pensar que muitas de nós se confundem quanto ao simples acto de pensar. Temos maneiras contrárias de pensar sobre como pensar.
Fomos levadas a acreditar que devemos ser mulheres frias, calculistas, lógicas e racionais ou, então, que devemos jogar todos os pensamentos pela janela e carregar o fardo de todos os sentimentos e intuições da nossa sociedade. Qualquer uma dessas opções resulta numa desigualdade sem fim que nos torna incompletas.
Não há nada de errado em pensar mas na nossa maneira de pensar. Na maioria das vezes, quando lidamos com a parte lógica e racional da mente, não permitimos que ela seja influenciada pelo nosso ser nem pelos outros nossos processos de pensamento tais como a intuição, a atenção e a consciência. A sinergia entre todos esses nossos aspectos mentais dá início ao verdadeiro acto de pensar.
A minha mente é um dom maravilhoso. Usála na totalidade apenas amplia a sua importância.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Liberdade
Aprendendo a ser livres de instante a instante, na nossa mente e no nosso coração, tornamos a liberdade possível para todas as pessoas do mundo.
Sonia Johnson
A liberdade está dentro de nós. Os vícios são o oposto da liberdade. Por definição, vícios são tudo aquilo que exerce controle sobre a nossa vida de forma progressiva e fatal. O vício do trabalho compulsivo não é diferente do vício do álcool ou das drogas. Estamos dependentes e podemos morrer por causa do vício do trabalho.
Estar livre de vícios é um primeiro e importante passo para atingir a liberdade interior. Nas reuniões dos Alcoólicos Anónimos, sempre ouvimos que "as doenças provenientes de vícios são as únicas doenças fatais para as quais a recuperação é garantida se cada um fizer a sua parte". Quando somos viciadas, perdemos o nosso coração e a nossa mente para a doença. Ao começarmos o programa de recuperação, passamos a dar um novo valor à palavra liberdade.
A minha recuperação afecta outras pessoas, quer eu saiba quer não. A liberdsade é um sonho possível.
Sonia Johnson
A liberdade está dentro de nós. Os vícios são o oposto da liberdade. Por definição, vícios são tudo aquilo que exerce controle sobre a nossa vida de forma progressiva e fatal. O vício do trabalho compulsivo não é diferente do vício do álcool ou das drogas. Estamos dependentes e podemos morrer por causa do vício do trabalho.
Estar livre de vícios é um primeiro e importante passo para atingir a liberdade interior. Nas reuniões dos Alcoólicos Anónimos, sempre ouvimos que "as doenças provenientes de vícios são as únicas doenças fatais para as quais a recuperação é garantida se cada um fizer a sua parte". Quando somos viciadas, perdemos o nosso coração e a nossa mente para a doença. Ao começarmos o programa de recuperação, passamos a dar um novo valor à palavra liberdade.
A minha recuperação afecta outras pessoas, quer eu saiba quer não. A liberdsade é um sonho possível.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Presentes
Faça bom uso do lixo.
Elizabeth Beresford
É problema nosso o que fazemos da nossa vida. Podemos ter sido arrasadas, derrotadas ou molestadas, ter sofrido incesto, ter sido mimadas ou tolerantes demais. Todas temos sentimentos e lembranças que precisam ser trabalhados. Nenhuma de nós teve uma família perfeita. Na verdade, famílias problemáticas são a regra na nossa sociedade.
A questão é: como essas experiências nos afectaram, o que precisamos aprender com elas e com suas lições, como vivenciá-las, virá-las do avesso e seguir em frente ?
Quando ficamos paralisadas pela culpa, pela raiva, pela mágoa e pela negação, somos nós que sofremos. Está ao nosso alcance "fazer bom uso do lixo".
Se a minha vida parece um depósito de lixo, compete-me a mim revirá-lo, revolver a terra, plantar flores e fazer uso desse fertilizante natural.
Elizabeth Beresford
É problema nosso o que fazemos da nossa vida. Podemos ter sido arrasadas, derrotadas ou molestadas, ter sofrido incesto, ter sido mimadas ou tolerantes demais. Todas temos sentimentos e lembranças que precisam ser trabalhados. Nenhuma de nós teve uma família perfeita. Na verdade, famílias problemáticas são a regra na nossa sociedade.
A questão é: como essas experiências nos afectaram, o que precisamos aprender com elas e com suas lições, como vivenciá-las, virá-las do avesso e seguir em frente ?
Quando ficamos paralisadas pela culpa, pela raiva, pela mágoa e pela negação, somos nós que sofremos. Está ao nosso alcance "fazer bom uso do lixo".
Se a minha vida parece um depósito de lixo, compete-me a mim revirá-lo, revolver a terra, plantar flores e fazer uso desse fertilizante natural.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Fé
Porque será que "Deus" tem que ser um subsantivo? Porque não um verbo - o mais activo e dinâmico de todos ?
Mary Daly
Algumas de nós encontram dificuldades com o conceito de Deus porque sempre o vimos como algo ou alguém estático, supercontrolador e, sejamos francas, não muito agradável de conviver. Por tradição, temos imaginado Deus como alguém estático apenas para nos sentirmos seguras. E esse é um problema nosso, não dele.
E se pensássemos em Deus como um sistema - o sistema do universo? E se começássemos a compreender que fazemos parte desse sistema universal? E se percebessemos que apenas quando somos nós mesmas é que temos a oportunidade de nos unir a esses sistema? Quando tentamos ser uma outra pessoa - alguém que pensamos que deveríamos ser ou mesmo alguém que os outros gostariam que fôssemos - rompemos a nossa unidade com esses sistema.
Se Deus é um sistema e eu sou um sistema, então temos algo em comum e isso já é um começo.
Mary Daly
Algumas de nós encontram dificuldades com o conceito de Deus porque sempre o vimos como algo ou alguém estático, supercontrolador e, sejamos francas, não muito agradável de conviver. Por tradição, temos imaginado Deus como alguém estático apenas para nos sentirmos seguras. E esse é um problema nosso, não dele.
E se pensássemos em Deus como um sistema - o sistema do universo? E se começássemos a compreender que fazemos parte desse sistema universal? E se percebessemos que apenas quando somos nós mesmas é que temos a oportunidade de nos unir a esses sistema? Quando tentamos ser uma outra pessoa - alguém que pensamos que deveríamos ser ou mesmo alguém que os outros gostariam que fôssemos - rompemos a nossa unidade com esses sistema.
Se Deus é um sistema e eu sou um sistema, então temos algo em comum e isso já é um começo.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Compaixão e desumanidade
E mesmo além da sua própria dúvida, nenhum escritor pode justificar a desumanidade em sua obra, porque ser humano, no sentido mais amplo, é a exigência maior da sua obra.
May Sarton
Essa afirmação de May Sarton não se aplica apena aos escritores. Ninguém pode justificar a desumanidade!
Sempre nos disseram que é preciso ser desumano para vencer no mundo dos negócios. E acreditamos que devíamos ser ainda mais desumanas que os homens, apenas pelo facto de sermos mulheres. Muitas de nós conquistámos o sucesso...mas a que preço? Não gostamos da imagem que vemos reflectida no espelho.
Uma das características do processo que nos leva ao vício é que, progressivamente, vamos perdendo contacto com os nossos princípios morais e com a nossa espiritualidade. Progressivamente, vamos perdendo o contacto com a nossa humanidade. Nossa recuperação propiciará a possibilidade de nos reencontrarmos com o nosso ser compassivo.
Minha habilidade de ser compassiva e de vivenciar a beleza da minha humanidade não me abandonou. Ela apenas estava enterrada sob camadas e camadas de lixo geradas pelo vício.
May Sarton
Essa afirmação de May Sarton não se aplica apena aos escritores. Ninguém pode justificar a desumanidade!
Sempre nos disseram que é preciso ser desumano para vencer no mundo dos negócios. E acreditamos que devíamos ser ainda mais desumanas que os homens, apenas pelo facto de sermos mulheres. Muitas de nós conquistámos o sucesso...mas a que preço? Não gostamos da imagem que vemos reflectida no espelho.
Uma das características do processo que nos leva ao vício é que, progressivamente, vamos perdendo contacto com os nossos princípios morais e com a nossa espiritualidade. Progressivamente, vamos perdendo o contacto com a nossa humanidade. Nossa recuperação propiciará a possibilidade de nos reencontrarmos com o nosso ser compassivo.
Minha habilidade de ser compassiva e de vivenciar a beleza da minha humanidade não me abandonou. Ela apenas estava enterrada sob camadas e camadas de lixo geradas pelo vício.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Escolhas
Para obter algo que realmente valha a pena possuir, talvez seja necessário perder todo o resto.
Bernadette Devlin
Às vezes fazemos tanto drama na nossa vida que achamos que, para conseguir o que queremos, será preciso abrir mão de tudo o que nos é querido. Os livros sobre "excelência", afirmam que, para chegar ao topo, temos de estar preparadas para deixar em segundo plano o marido, os filhos ( ou o desejo de ser mãe ), os momentos de lazer e tudo o mais na vida que não esteja relacionado com o trabalho, com a única finalidade de "chegar lá". Muitas de nós tentaram essa fórmula. Acabamos tornando-nos viciadas em trabalho e nos perdemos no meio do caminho. E, estando perdidas, no final das contas temos muito pouco, ou nada, a oferecer. Tentamos sufocar a nossa nnecessidade de intimidade, amizade. descanso e lazer, acreditabdo na rectidão e na nobreza da nossa decisão.
Fizémos sacrifícios pela nossa carreira. Realizámos o sonho romântico de nos darmos por inteiro.
Nós nos superamos.
Nunca é tarde para reavaliar as nossas escolhas. Reavaliações são actos de sabedoria. Sempre temos escolhas.
Bernadette Devlin
Às vezes fazemos tanto drama na nossa vida que achamos que, para conseguir o que queremos, será preciso abrir mão de tudo o que nos é querido. Os livros sobre "excelência", afirmam que, para chegar ao topo, temos de estar preparadas para deixar em segundo plano o marido, os filhos ( ou o desejo de ser mãe ), os momentos de lazer e tudo o mais na vida que não esteja relacionado com o trabalho, com a única finalidade de "chegar lá". Muitas de nós tentaram essa fórmula. Acabamos tornando-nos viciadas em trabalho e nos perdemos no meio do caminho. E, estando perdidas, no final das contas temos muito pouco, ou nada, a oferecer. Tentamos sufocar a nossa nnecessidade de intimidade, amizade. descanso e lazer, acreditabdo na rectidão e na nobreza da nossa decisão.
Fizémos sacrifícios pela nossa carreira. Realizámos o sonho romântico de nos darmos por inteiro.
Nós nos superamos.
Nunca é tarde para reavaliar as nossas escolhas. Reavaliações são actos de sabedoria. Sempre temos escolhas.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Mudança e segurança
As pessoas mudam e se esquecem de avisar umas às outras.
Lillian Hellman
Com quanta tenacidade nos agarramos à ilusão de que colocaremos nossa vida em ordem e a manteremos assim! Como resistimos ao processo natural das mudanças! Costumamos nos sentir pessoalmente ofendidas se alguém próximo e muito querido fica diferente e nem discute essa mudança primeiro com a gente. De alguma forma, passamos a acreditar que segurança e estagnação são sinónimos.
As mudanças são a manifestação da nossa habilidade de crescer e evoluir. Quando ocorrem mudanças com as pessoas de quem mais gostamos e que nos são próximas, é hora de comemorar. E quando a mudança ocorre conosco, é hora de compartilhar esse momento com os demais. Quando tentamos impedir os outros de perceber as mudanças que ocorrem em nós, não estamos a ser sinceras. Ninguém se importará conosco a não ser que saibam de facto quem somos.
A única constante é a mudança.
Lillian Hellman
Com quanta tenacidade nos agarramos à ilusão de que colocaremos nossa vida em ordem e a manteremos assim! Como resistimos ao processo natural das mudanças! Costumamos nos sentir pessoalmente ofendidas se alguém próximo e muito querido fica diferente e nem discute essa mudança primeiro com a gente. De alguma forma, passamos a acreditar que segurança e estagnação são sinónimos.
As mudanças são a manifestação da nossa habilidade de crescer e evoluir. Quando ocorrem mudanças com as pessoas de quem mais gostamos e que nos são próximas, é hora de comemorar. E quando a mudança ocorre conosco, é hora de compartilhar esse momento com os demais. Quando tentamos impedir os outros de perceber as mudanças que ocorrem em nós, não estamos a ser sinceras. Ninguém se importará conosco a não ser que saibam de facto quem somos.
A única constante é a mudança.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Equilibrando projectos e negativismo
Não dou a mim mesma o devido valor por tudo o que já fiz, porque ainda tenho muitos projectos por realizar.
Chris
Nós, viciadas em trabalho, somos daquele tipo de pessoas que vê um copo meio vazio ao invés de meio cheio. É muito mais fácil percebermos o que ainda está por fazer do que aquilo que já fi22zemos.
Se parássemos um instante e avaliássemos a situação, perceberíamos muitas vezes que já fizemos demais. Na verdade, já atingimos, provavelmente, aquele ponto de operar maravilhas.
Infelizmente perdemos a oportunidade de nos surpreendermos com as nossas conquistas, porque estabelecemos tantas metas que as nossas realizações perdem a cor e a importância diante do que ( sempre! ) ainda há que fazer. A imperfeição está no olhar do observador.
Hoje é dia de me consciencializar das minhas conquistas. A ordem do dia é comemorar!
Chris
Nós, viciadas em trabalho, somos daquele tipo de pessoas que vê um copo meio vazio ao invés de meio cheio. É muito mais fácil percebermos o que ainda está por fazer do que aquilo que já fi22zemos.
Se parássemos um instante e avaliássemos a situação, perceberíamos muitas vezes que já fizemos demais. Na verdade, já atingimos, provavelmente, aquele ponto de operar maravilhas.
Infelizmente perdemos a oportunidade de nos surpreendermos com as nossas conquistas, porque estabelecemos tantas metas que as nossas realizações perdem a cor e a importância diante do que ( sempre! ) ainda há que fazer. A imperfeição está no olhar do observador.
Hoje é dia de me consciencializar das minhas conquistas. A ordem do dia é comemorar!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Raiva
A raiva, assim que alimentada, está morta.
Deixe-a faminta e ela engorda.
Emily Dickinson
A raiva não tem sido uma emoção das mais fáceis para nós. Ficamos com raiva quando preteridas numa promoção. Ficamos com raiva quando não nos ouvem. Ficamos com raiva quando nossas ideias não são levadas em conta e ficamos com mais raiva ainda quando essas mesmas ideias são consideradas "fantásticas" se apresentadas por um colega de trabalho. Ficamos com raiva quando nos sentimos tão oprimidas e exaustas que nos surpreendemos gritando com aqueles que mais amamos. Então ficamos com raiva por estarmos com raiva e tentamos nos "controlar".
Precisamos lembrar que sentimentos são apenas isto...sentimentos. É normal ter sentimentos e é normal sentir raiva. A raiva só é prejudicial quando a reprimimos e a deixamos faminta, como no poema de Emily Dickinson. Quando reprimimos a raiva, ela cresce e acabamos explodindo com pessoas inocentes, nas circunstâncias mais estarrecedoras. O resultado é que nos sentimos péssimas e acabamos atraíndo a raiva dos outros. Precisamos de um lugar apropriado para extravasar nossa raiva. Temos de respeitá-la. Ela é uma amiga que nos permite perceber quando há algo errado.
A raiva não é o problema. O problema é o que fazemos com ela.
Deixe-a faminta e ela engorda.
Emily Dickinson
A raiva não tem sido uma emoção das mais fáceis para nós. Ficamos com raiva quando preteridas numa promoção. Ficamos com raiva quando não nos ouvem. Ficamos com raiva quando nossas ideias não são levadas em conta e ficamos com mais raiva ainda quando essas mesmas ideias são consideradas "fantásticas" se apresentadas por um colega de trabalho. Ficamos com raiva quando nos sentimos tão oprimidas e exaustas que nos surpreendemos gritando com aqueles que mais amamos. Então ficamos com raiva por estarmos com raiva e tentamos nos "controlar".
Precisamos lembrar que sentimentos são apenas isto...sentimentos. É normal ter sentimentos e é normal sentir raiva. A raiva só é prejudicial quando a reprimimos e a deixamos faminta, como no poema de Emily Dickinson. Quando reprimimos a raiva, ela cresce e acabamos explodindo com pessoas inocentes, nas circunstâncias mais estarrecedoras. O resultado é que nos sentimos péssimas e acabamos atraíndo a raiva dos outros. Precisamos de um lugar apropriado para extravasar nossa raiva. Temos de respeitá-la. Ela é uma amiga que nos permite perceber quando há algo errado.
A raiva não é o problema. O problema é o que fazemos com ela.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Necessidade de conquistas
Algumas de nós estão se transformando no homem com quem gostaríamos de nos casar.
Gloria Steinem
Conseguir um cargo importante numa grande empresa é tarefa difícil. Trabalhamos demais e por muito tempo para chegar aonde chegamos e nos orgulhamos de nossas conquistas.
O sucesso exige sacrifício e concentração e aprendemos bem o significado de ambos. Colocamos a nossa carreira acima de tudo na vida. Aprendemoas a competir e a assumir compromissos. Aprendemos a nos vestir como homens e a lidar de igual para igual no mundo masculino. Apredemos a ser duras e a jogar duro quando necessário. Queríamos vencer no mundo dos homens e vencemos. Aprendemos o jogo.
É hora de parar e olhar o que aconteceu conosco nesse processo. Somos a mulher que gostaríamos de ser?
Eu me pergunto se realmente me transformei no homem com quem gostaria de me casar. A mulher que trago dentro de mim, saudável e luminosa, estaria interessada em se casar comigo?
Gloria Steinem
Conseguir um cargo importante numa grande empresa é tarefa difícil. Trabalhamos demais e por muito tempo para chegar aonde chegamos e nos orgulhamos de nossas conquistas.
O sucesso exige sacrifício e concentração e aprendemos bem o significado de ambos. Colocamos a nossa carreira acima de tudo na vida. Aprendemoas a competir e a assumir compromissos. Aprendemos a nos vestir como homens e a lidar de igual para igual no mundo masculino. Apredemos a ser duras e a jogar duro quando necessário. Queríamos vencer no mundo dos homens e vencemos. Aprendemos o jogo.
É hora de parar e olhar o que aconteceu conosco nesse processo. Somos a mulher que gostaríamos de ser?
Eu me pergunto se realmente me transformei no homem com quem gostaria de me casar. A mulher que trago dentro de mim, saudável e luminosa, estaria interessada em se casar comigo?
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Rigidez
As mudanças (na vida) não são apenas possíveis e previsíveis mas negá-las é tornar-se cúmplice de seu próprio e desnecessário estado vegetativo.
Gail Sheehy
Parte do modo doentio de pensar provocado pelos vícios consiste em achar que estaremos a salvo se conseguirmos colocar tudo em ordem e no devido lugar, mantendo tudo exactamente assim. Gastamos grande parte da nossa energia contribuindo para a estagnação de nossa vida. Infelizmente, pessoas muito rígidas são frágeis e quebram com facilidade.
Quando nos tornamos rígidas em relação a qualquer coisa, perdemos o contacto com o processo natural de viver e nos colocamos ao lado do fluxo da vida - nós morremos. Como diz Lillian Smith: "Quando você para de aprender, de ouvir, de enxergar e de fazer perguntas novas, então é a hora de morrer".
Será que já morri? Sou uma morta viva? Ser rígida não é ser estável, é apenas ser frágil.
Gail Sheehy

Parte do modo doentio de pensar provocado pelos vícios consiste em achar que estaremos a salvo se conseguirmos colocar tudo em ordem e no devido lugar, mantendo tudo exactamente assim. Gastamos grande parte da nossa energia contribuindo para a estagnação de nossa vida. Infelizmente, pessoas muito rígidas são frágeis e quebram com facilidade.
Quando nos tornamos rígidas em relação a qualquer coisa, perdemos o contacto com o processo natural de viver e nos colocamos ao lado do fluxo da vida - nós morremos. Como diz Lillian Smith: "Quando você para de aprender, de ouvir, de enxergar e de fazer perguntas novas, então é a hora de morrer".
Será que já morri? Sou uma morta viva? Ser rígida não é ser estável, é apenas ser frágil.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Auto-engano e ilusões
Vivemos num sistema sustentado por ilusões e, quando formulamos nossas próprias percepções, dizem-nos que não compreendemos a realidade. Se a realidade é ilusão e a ilusão é a realidade, não surpreende que nos sintamos loucas.
Anne Wilson Schaef
Todos os vícios se sustentam em ilusões. A ilusão do controle, a ilusão do perfeccionismo, a ilusão da objectividade. A falta de sinceridade e a negação constituem a base de sustentação do vício. Quando vivemos nessas ilusões, enganamos a nós mesmas. e quando enganamos a nós mesmas, perdemo-nos. Por qual motivo achamos o auto-engano e as ilusões mais atraentes que a sinceridade ? Possivelmente porque vivemos numa sociedade em que a ilusão é a regra do jogo. A negação permeia furiosamente todos os níveis da nossa sociedade e aqueles que falam a verdade não encontram benhum respaldo.
Ainda assim, somos as únicas que podemos enganar-nos a nós mesmas. Somos as únicas que podem recusar-se a aceitar as nossas percepções e mentir a nós mesmas. E a escolha de nos enganarmos é unicamente nossa.
Existe um velho ditado que diz: "A consciência é como um cachorro vira-lata. Ele deixa você passar mas você não consegue impedi-lo de latir". Às vezes nossa consciência começa a latir só para nos chamar a atenção.
Anne Wilson Schaef
Todos os vícios se sustentam em ilusões. A ilusão do controle, a ilusão do perfeccionismo, a ilusão da objectividade. A falta de sinceridade e a negação constituem a base de sustentação do vício. Quando vivemos nessas ilusões, enganamos a nós mesmas. e quando enganamos a nós mesmas, perdemo-nos. Por qual motivo achamos o auto-engano e as ilusões mais atraentes que a sinceridade ? Possivelmente porque vivemos numa sociedade em que a ilusão é a regra do jogo. A negação permeia furiosamente todos os níveis da nossa sociedade e aqueles que falam a verdade não encontram benhum respaldo.
Ainda assim, somos as únicas que podemos enganar-nos a nós mesmas. Somos as únicas que podem recusar-se a aceitar as nossas percepções e mentir a nós mesmas. E a escolha de nos enganarmos é unicamente nossa.
Existe um velho ditado que diz: "A consciência é como um cachorro vira-lata. Ele deixa você passar mas você não consegue impedi-lo de latir". Às vezes nossa consciência começa a latir só para nos chamar a atenção.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Crise, exaustão e controle
O céu está desabando! O céu está desabando!
O galinho Chicken Little
Viver nossa vida como Chicken Little pode ser extenuante. Ainda assim, muitas de nós vivem pulando de crise em crise! Acabamos nos acostumando tanto a enfrenrar crises e a cumprir prazos que nos sentimos perdidas se não estamos apagando algum incêndio. Na verdade, se fôssemos mesmo sinceras, perceberíamos que há algo um tanto atraente e excitante em administrar crises, pois isso nos leva a crer que temos pelo menos um mínimo de controle sobre a nossa vida.
Entretanto, certamente nos perguntamos algumas vezes se todas essas crises são mesmo normais e se não haveria algum outro modo de levar a vida, de forma menos extenuante. Ainda que lidar com crises possa ser estimulante, elas nos esgotam completamente. Será que elas apenas "acontecem"? Será que não somos nós que as criamos?
Ao começarmos o nosso trabalho de recuperação, percebemos que há pessoas ao redor que não vivem enfrentando uma crise atrás de outra e parecem viver bem... elas até são serenas.
As crises e a minha ilusão de controle estão interligadas. Neste dia, espero me abrir e perceber a relação entre elas em minha vida.
O galinho Chicken Little
Viver nossa vida como Chicken Little pode ser extenuante. Ainda assim, muitas de nós vivem pulando de crise em crise! Acabamos nos acostumando tanto a enfrenrar crises e a cumprir prazos que nos sentimos perdidas se não estamos apagando algum incêndio. Na verdade, se fôssemos mesmo sinceras, perceberíamos que há algo um tanto atraente e excitante em administrar crises, pois isso nos leva a crer que temos pelo menos um mínimo de controle sobre a nossa vida.
Entretanto, certamente nos perguntamos algumas vezes se todas essas crises são mesmo normais e se não haveria algum outro modo de levar a vida, de forma menos extenuante. Ainda que lidar com crises possa ser estimulante, elas nos esgotam completamente. Será que elas apenas "acontecem"? Será que não somos nós que as criamos?
Ao começarmos o nosso trabalho de recuperação, percebemos que há pessoas ao redor que não vivem enfrentando uma crise atrás de outra e parecem viver bem... elas até são serenas.
As crises e a minha ilusão de controle estão interligadas. Neste dia, espero me abrir e perceber a relação entre elas em minha vida.
domingo, 4 de janeiro de 2009
Bom humor
O tempo fere todos os maus.
Jane Ace
Perdemos a habilidade de rir de nós mesmas e de rir com os outros.
O bom humor é um remédio...e também é diversão. Descobrimos que o bom humor é um dos primeiros dons do ser humano a desaparecer quando doenças decorrentes de algum vício nos afectam.
Perdemos a habilidade de rir de nós mesmas e de rir com os outros. Ficamos ofendidas se zombam de nós, levamos para o lado pessoal e elevamos a brincadeira à categoria de humilhação.
Quanto mais nossa doença progride, mais fazemos Scrooge* parecer cómico. Na verdade, ao invés de sermos boas, tornamo-nos más e desalmadas.
Bom humor não custa nada. É um dos poucos prazeres relativamente gratuitos na vida. Estou certa de que, se nos esforçarmos, conseguiremos nos lembrar de uma parte de nós que costuma rir e ser alegre.
O bom humor não morre nunca, graças a Deus! Ele às vezes se esconde em nossas profundezas, para qua a nossa porção "séria" o descubra.
*Personagem avarento e egoístado livro de Charles Dickens Um conto de Natal
Jane Ace
Perdemos a habilidade de rir de nós mesmas e de rir com os outros.
O bom humor é um remédio...e também é diversão. Descobrimos que o bom humor é um dos primeiros dons do ser humano a desaparecer quando doenças decorrentes de algum vício nos afectam.
Perdemos a habilidade de rir de nós mesmas e de rir com os outros. Ficamos ofendidas se zombam de nós, levamos para o lado pessoal e elevamos a brincadeira à categoria de humilhação.
Quanto mais nossa doença progride, mais fazemos Scrooge* parecer cómico. Na verdade, ao invés de sermos boas, tornamo-nos más e desalmadas.
Bom humor não custa nada. É um dos poucos prazeres relativamente gratuitos na vida. Estou certa de que, se nos esforçarmos, conseguiremos nos lembrar de uma parte de nós que costuma rir e ser alegre.
O bom humor não morre nunca, graças a Deus! Ele às vezes se esconde em nossas profundezas, para qua a nossa porção "séria" o descubra.
*Personagem avarento e egoístado livro de Charles Dickens Um conto de Natal
sábado, 3 de janeiro de 2009
Desculpas e escolhas
Desde pequena fui testemunha de que trabalhar era da maior importância e de que isso justificava alguns comportamentos desumanos.
May Sarton
O vício do trabalho, como qualquer outro vício, é passado de geração em geração. Muitas de nós aprendemos isso em casa, com a nossa mãe e o nosso pai e nem sequer conseguimos imaginar outra forma de viver no mundo de hoje. O trabalho tem precedência sobre tudo nos nossos lares e famílias. Só nos poderíamos divertir depois de terminar o trabalho, mas o trabalho nunca terminava. Só poderíamos relaxar e cuidar de nossos interesses pessoais quando terminássemos os nossos afazeres e a casa estivesse totalmente arrumada. E, estando a casa arrumada, estávamos cansadas demais para fazer o que quer que fosse. O conceito de limpeza estava directamente ligado ao de sabtidade e muitas vezes a santidade parecia distante demais.
O trabalho sempre esteve ligado às necessidades do dia-a-dia, ao caminho do sucesso e ao sonho de vencer na vida e esses ideais justificavam tudo, até mesmo um comportamento cruel e desumano em família.
Aprendemos bem essa lição e agora temos a oportunidade de quebrar esse elo hereditário do vício no trabalho. Temos a chance de ser diferentes. Temos escolhas.
Estarei atenta, no dia de hoje, para perceber quantas vezes vou usar o trabalho como pretexto para o meu comportamento desumano.
May Sarton
O vício do trabalho, como qualquer outro vício, é passado de geração em geração. Muitas de nós aprendemos isso em casa, com a nossa mãe e o nosso pai e nem sequer conseguimos imaginar outra forma de viver no mundo de hoje. O trabalho tem precedência sobre tudo nos nossos lares e famílias. Só nos poderíamos divertir depois de terminar o trabalho, mas o trabalho nunca terminava. Só poderíamos relaxar e cuidar de nossos interesses pessoais quando terminássemos os nossos afazeres e a casa estivesse totalmente arrumada. E, estando a casa arrumada, estávamos cansadas demais para fazer o que quer que fosse. O conceito de limpeza estava directamente ligado ao de sabtidade e muitas vezes a santidade parecia distante demais.
O trabalho sempre esteve ligado às necessidades do dia-a-dia, ao caminho do sucesso e ao sonho de vencer na vida e esses ideais justificavam tudo, até mesmo um comportamento cruel e desumano em família.
Aprendemos bem essa lição e agora temos a oportunidade de quebrar esse elo hereditário do vício no trabalho. Temos a chance de ser diferentes. Temos escolhas.
Estarei atenta, no dia de hoje, para perceber quantas vezes vou usar o trabalho como pretexto para o meu comportamento desumano.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Impotência
Não temos poder algum sobre a nossa compulsão pelo trabalho e sobre a necessidade de nos mantermos ocupadas e a nossa vida tornou-se incontrolável.
Adaptação do passo 1 dos Alcoólicos Anónimos
Eu ? Impotente? Não, jamais! A simples palavra me faz torcer o nariz desconfiar de qualquer criatura que sugerisse tal coisa. Como mulher, jamais serei impotente de novo. Podem até esperar por isso, mas não comigo!
Mas...espere um momento. Esse passo não afirma que sou impotente como ser humano. Ele diz de forma clara que não tenho poder sobre a minha compulsão pelo trabalho e me manter ocupada. Isso é bem diferente. Realmente tenho-me sentido péssima e preocupada com o facto de que os meus relacionamentos e alguns aspectos da minha vida pessoal estão ficando em segundo plano ultimamente.
Mesmo quando tento parar, descubro que não consigo. Talvez eu deva esforçar-me para ver a possibilidade de "não ter poder ". Minha vida está precisando de algo assim.
O simples facto de querer ver já é o primeiro passo. Eu posso dar esse passo.
Adaptação do passo 1 dos Alcoólicos Anónimos
Eu ? Impotente? Não, jamais! A simples palavra me faz torcer o nariz desconfiar de qualquer criatura que sugerisse tal coisa. Como mulher, jamais serei impotente de novo. Podem até esperar por isso, mas não comigo!
Mas...espere um momento. Esse passo não afirma que sou impotente como ser humano. Ele diz de forma clara que não tenho poder sobre a minha compulsão pelo trabalho e me manter ocupada. Isso é bem diferente. Realmente tenho-me sentido péssima e preocupada com o facto de que os meus relacionamentos e alguns aspectos da minha vida pessoal estão ficando em segundo plano ultimamente.
Mesmo quando tento parar, descubro que não consigo. Talvez eu deva esforçar-me para ver a possibilidade de "não ter poder ". Minha vida está precisando de algo assim.
O simples facto de querer ver já é o primeiro passo. Eu posso dar esse passo.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Correria e frenesim
Tudo o que merece ser feito merece ser freneticamente feito.
Novo provérbio
Nós, mulheres que fazemos demais, encaramos o fim do ano e o início do ano novo como uma época difícil. Sempre há a tentação de "arrematar" as pontas de todas as pendências quando um ano termina. Caímos na armadilha de acreditar que é possível "arrumar" toda a nossa vida antes da virada do ano e, para isso, usamos toda a nossa determinação.
Há ainda a tentação de escrever uma elaborada lista de resoluções de ano novo, na tentativa de, finalmente, colocá-las em prática. Sendo viciadas no trabalho, costumamos ser demasiado rígidas conosco: apenas a perfeição nos satisfaz.Neste primeiro dia do ano, esperamos ser capazes de lembrar que somos perfeitas exactamente do jeito que somos.
Espero conseguir disposição para viver este ano tranquila comigo mesma...vivendo um dia de cada vez.
Novo provérbio
Nós, mulheres que fazemos demais, encaramos o fim do ano e o início do ano novo como uma época difícil. Sempre há a tentação de "arrematar" as pontas de todas as pendências quando um ano termina. Caímos na armadilha de acreditar que é possível "arrumar" toda a nossa vida antes da virada do ano e, para isso, usamos toda a nossa determinação.
Há ainda a tentação de escrever uma elaborada lista de resoluções de ano novo, na tentativa de, finalmente, colocá-las em prática. Sendo viciadas no trabalho, costumamos ser demasiado rígidas conosco: apenas a perfeição nos satisfaz.Neste primeiro dia do ano, esperamos ser capazes de lembrar que somos perfeitas exactamente do jeito que somos.
Espero conseguir disposição para viver este ano tranquila comigo mesma...vivendo um dia de cada vez.
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