terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Compaixão e desumanidade

E mesmo além da sua própria dúvida, nenhum escritor pode justificar a desumanidade em sua obra, porque ser humano, no sentido mais amplo, é a exigência maior da sua obra.

May Sarton


Essa afirmação de May Sarton não se aplica apena aos escritores. Ninguém pode justificar a desumanidade!
Sempre nos disseram que é preciso ser desumano para vencer no mundo dos negócios. E acreditamos que devíamos ser ainda mais desumanas que os homens, apenas pelo facto de sermos mulheres. Muitas de nós conquistámos o sucesso...mas a que preço? Não gostamos da imagem que vemos reflectida no espelho.
Uma das características do processo que nos leva ao vício é que, progressivamente, vamos perdendo contacto com os nossos princípios morais e com a nossa espiritualidade. Progressivamente, vamos perdendo o contacto com a nossa humanidade. Nossa recuperação propiciará a possibilidade de nos reencontrarmos com o nosso ser compassivo.

Minha habilidade de ser compassiva e de vivenciar a beleza da minha humanidade não me abandonou. Ela apenas estava enterrada sob camadas e camadas de lixo geradas pelo vício.

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